Projeto social da Sede do Movimento
Ninguém descobre o que sabe fazer
sem alguém para olhar.
O Sede de Aprender dá bolsas de estudo em artes cênicas para crianças e jovens que não teriam como pagar. Em um dia de prova, a escola olha cada um — e decide junto com ele o caminho que faz sentido seguir.
50
crianças e jovens
atendidos desde 2023
15
bolsas de estudo
ativas hoje
4
linguagens
dança, teatro, canto e música
fev
prova de bolsa
logo depois do carnaval
A bolsa não escolhe a modalidade antes de conhecer a criança.
Na maioria dos lugares você escolhe a aula e depois descobre se aquilo era para você. Aqui é o contrário. A criança passa por um dia de prova — dança, teatro, canto, música — e a escola observa no que ela se solta.
A bolsa cobre a modalidade que fizer sentido para aquela criança, definida pelo que ela mostrou naquele dia. Não é o que sobrou de vaga: é o que ela tem.
Desde 2023, o Sede de Aprender já garantiu formação artística para 50 crianças e jovens do Rio. Hoje são 15 bolsas ativas. Já chegamos a 20, quando tivemos patrocínio — e é para voltar a esse número, e passar dele, que o projeto existe.

Como entrar
As vagas abrem uma vez por ano, em fevereiro.
01
Inscrição em fevereiro
Logo depois do carnaval abrimos as inscrições para a prova de bolsa. É o único momento do ano em que as vagas abrem.
02
Um dia de prova
A criança passa pelas linguagens da escola. Não precisa ter experiência nem saber nada antes — a prova existe para descobrir, não para reprovar.
03
A escola indica o caminho
A partir do que ela mostrou no dia, a escola define a modalidade que a bolsa vai cobrir. E aí começa a formação.
Antes de ir
O que colocar na mochila no dia da prova.
Quem explica é uma bolsista que já passou por isso: lanche leve, sapatilha limpa, cabelo preso e o que levar se você quiser tentar canto ou teatro também.
Fevereiro
Começa com um número pregado na roupa.
Nenhuma delas sabe ainda o que vai virar. Sala branca, pé descalço, coração acelerado — e alguém olhando com atenção de verdade. A prova acontece em várias salas no mesmo dia: dança, canto e música. Ninguém precisa chegar sabendo.
Um sábado inteiro. Vinte minutos de aula em cada sala, e uma banca que fica olhando não quem já sabe, mas quem quer aprender.






Novembro
E termina no palco de um teatro de verdade.
Mesmas crianças, dez meses depois: figurino, banda ao vivo, plateia cheia. É o que a bolsa constrói quando ninguém desiste no meio do caminho.



Espetáculo Arcanum — Teatro João Caetano, 2025.
Quem está lá dentro conta melhor.
“Se eu não tivesse conseguido a bolsa, eu não teria dançado.”
Entrei para fazer balé e jazz, e a professora acabou botando teatro também. Minha primeira bolsa foi de 50%; hoje é 100%. A dança me ajudou a me expressar — eu segurava minhas expressões, ficava no meu canto e chorava sozinha. A dança fez eu conseguir me abrir mais.
“Você sai do seu mundo e vai para um lugar incrível.”
No começo eu fiquei nervosa, depois fui ficando calma. Sinto que sou outra pessoa, porque sei muito mais do que eu sabia antes.
Uma bolsa não paga só uma aula. Ela compra o tempo que uma criança precisa para descobrir do que é capaz.
Quem mantém o projeto
O Sede de Aprender é uma iniciativa da Vivá Cia de Dança, associação cultural sem fins lucrativos, e acontece na Sede do Movimento, em Rio Comprido. A mesma equipe que forma bailarinos profissionais na companhia dá aula para as crianças bolsistas.
Vivá Cia de Dança — CNPJ 11.533.434/0001-73
Avenida Paulo de Frontin, 698 — Rio Comprido, Rio de Janeiro/RJ, 20261-243

